terça-feira, 8 de março de 2016



Sobre Elas...


Elas são filhas, irmãs, tias, primas, avós, mães. São meninas, são mulheres. São crianças, são adolescentes, são jovens, são idosas.




São sim, diferentes dos homens e, na minha opinião, tentá-las enquadra-las nessa categoria de igualdade, somente as desqualificaria.




São diferentes porque são, muitas vezes, mais emotivas, focadas, firmes e capazes de fazer muitas atividades simultaneamente.
Conseguem lidar com o esposo, os filhos, a casa e tudo isso ao mesmo tempo. Não é mole não!





Fico a imaginar um mundo só com pessoas a pensar e agir como homens. Que chato seria!! Da mesma forma se fosse só de mulheres, seria terrível.




Se sou o homem que sou é porque devo isso a muitas mulheres que por minha vida já passaram e as honro por isso, da mesma forma que certamente coopero para que algumas mulheres sejam o que são com parte de minha colaboração.




Que mal há nisso, nessa relação? Nada, não há nada de mau. Apenas a vida cotidiana de equilíbrio para qual, fomos criados para viver.




Quando digo que tal pessoa fez isso ou aquilo por ser mulher, é porque elas são sim diferentes dos homens e reagem diferentemente.




Vejo nessa diferença uma tremenda bênção e  beleza porque por aí o ciclo da vida humana se completa e se perpetua.

Não seríamos homens sem as mulheres e devemos reconhecer tal fato sempre, não apenas em um dia específico.

Contudo desejo Paz e Bem nesse dia a todas a mulheres que conheço e que, porventura venham a ler essas linhas.

Zé Libério


terça-feira, 21 de julho de 2015

Sou de Jesus mas não de igreja. Será que dá?

Olá!!
Não creio ser possível "ser de Jesus" e não pertencer à igreja. Seria uma contradição explícita da observação do mestre que disse que sua igreja seria edificada sobre ele mesmo e com toda a potência sobre as portas do inferno. A igreja é quem detém as chaves do Reino dos Céus e não indivíduos. (Mt 16.18 e 19)
Para "ser de Jesus" necessário é estar inserido num contexto de "uns aos outros" o tempo todo e todo o tempo, e essa expressão aparece mais de 40 vezes no novo testamento, e isso é igreja, logo, não vejo como desvincular uma coisa de outra.
Creio que igreja é o que as pessoas, em seguimento a Jesus são, e não o lugar onde elas vão e decidem dedicar seu culto semanal talvez.
A igreja é sim uma instituição criada por Jesus e ser contra ela é ser contra o próprio Senhor. 
Poderíamos organizar as igrejas de outras maneiras, sem ferir princípios bíblicos? Talvez sim, mas suas dificuldades não a excluem de um lugar especialíssimo na economia do Mestre.
É isso por hora.

Zé Libério

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dúvidas frequentes entre jovens estudantes e profissionais


Oi pessoal,

em meu trabalho entre estudantes universitários por esse mundo afora, tenho ouvido e assistido esses jovens nas mais diversas situações. É uma parte importantíssima da minha missão.

Esses meninos e meninas se preocupam com o futuro, com seus relacionamentos, suas trajetórias, enfim; se preocupam com a vida. São pessoas normais.

Os textos que seguirão abaixo reproduzirão um desses momentos. É de uma estudante, agora já formada e trabalhando, que abre seus questionamentos em um grupo de facebook, cujo qual eu pertenço. Você poderá ler sua queixa e em seguida a resposta que ofereci.

Lá no grupo, muitos de seus amigos interagiram e comentaram também, contudo reservo-me o direito de publicar aqui somente minha posição.

Se entender que deve, comente e compartilhe, quem sabe poderemos ajudar a outros como essa moça.

Ah! É claro que não citarei a identidade da mesma.

E vamos para além de mais uma fronteira.

Paz e Bem

Zé Liberio


Segue o texto da moça:


"Gente,
queria um opinião/conselho bíblico de vocês e quem sabe abrir um debate.

Todos prestaram FUVEST, alguns com mais esforço do que outros...
No meu ano de FUVEST, não tive uma base muito boa, então tive que renunciar muita coisa pra estudar, inclusive tempo com amigos, o que me fez perder amizades até e deixou muitas pessoas magoadas. Foi uma fase que perdi, que não vai mais voltar. Fico na dúvida, se talvez não poderia ter sido mais leve e eu ter estudado e só "deixado acontecer"

Agora tô nesta de concurso, e também, tenho que renunciar muita coisa... Trabalhar e estudar... E tô em uma dúvida...
Vejo que a maioria das pessoas que passa, se esforça muito. Por outro lado, vejo que os personagens bíblicos, Moisés, Daniel, José, chegaram às suas missões sem muito esforço, apenas aconteceu pelo plano de Deus. Assim, fico na dúvida se o correto seria só estudar e deixar acontecer.

Sinceramente, vejo que este tempo de concurso, tem acabado com meus relacionamentos pessoais, então fico pensando, se é só uma fase de nos estabilizarmos, ou se é errado que seja deste jeito, porque sempre vamos achar que é só uma fase. Por outro lado, tenho medo de afrouxar os estudos, e não ser uma pessoa esforçada a ponto de passar...
Vocês conseguiram me entender?

Por favor, opinem..."



Segue minha resposta:


Oi menina, li e reli seu texto queixoso e gostei.

a) gostei por você ter demonstrado ali, sua tranquilidade e coragem em repartir seus pensamentos publicamente. Isso é difícil! 

b) Vejo que estás tu preocupada com suas amizades. Isso também é bom, pois não vivemos sós nesse mundão de meu Deus. Amizades são construídas com a dedicação de bastante tempo para que elas permaneçam e sejam, de fato, boas amizades. Sem esse ingrediente básico, sem boas amizades. Simples, não?


c)  De fato, em nossa existência, sempre haverá etapas[i] a ser cumpridas e desafios a ser vencidos. Alguns chamam isso de fases[ii], eu não, as etapas e desafios não são necessariamente os mesmos, talvez nunca se repetirão, uma vez cumpridas etapas e vencidos os desafios propostos estamos prontos para o que virá de novo e agora, com a experiência do já vivemos. Digamos que vai ficando pouco-a-pouco mais fácil a “coisa”. Já nas fases sempre se repetirá um padrão, normalmente são cíclicos ex.: as fases da lua, as fases das regras femininas, as estações do ano, as fases do dia (manhã, tarde e noite), etc.
Creio que, entendendo esses aspectos, a caminhada se torna mais fácil. Contudo, sempre sentiremos o peso das decisões que urgirem tomarmos e, sem dúvidas, pagaremos o preço do caminho escolhido. Portanto, toda atenção será pouca nesses momentos de definição.

Agora, dizer isso: vejo que os personagens Bíblicos, Moisés, Daniel, José, chegaram as suas missões sem muito esforço, apenas aconteceu pelo plano de Deus."  Ai, ai, ai , hein? Me parece que você leu as respectivas histórias entre uma estação e outra do metrô. Hahaha.

 José, foi rejeitado por seus irmãos e condenado à morte. Seus primos fizeram uma grana com ele. Sua patroa queria fazer “potifaria” com o coitado e por conta disso foi parar na cadeia antes dos 30 anos, esqueceram ele por lá e provavelmente saiu de lá depois dos 30. Teve sua prova de fogo com o rei do Egito, se falhasse custaria a sua cabeça, passou. No final, olhar nos olhos de seus irmãos mau feitores, se revelar sem rancor e ainda louvar a Deus por tudo o que havia ocorrido, caramba. Quase sem nenhum esforço.


Moisés, nasceu num contexto de perseguição étnico-político. À primeira vista tinha se dado bem sendo salvo da morte. Abandona  sua “boa-vida” de funcionário público federal e se mete a ser o libertador de um povo que, sequer, o respeitava. Sua primeira tentativa de mudar o mundo sozinho lhe custou 40 anos de exílio. A segunda vez, já mais maduro, coloca seu intento em ação com a ajuda do Criador, ainda assim, por mais um período de 40 anos, e agora no deserto com um povo de “dura cerviz”.


Daniel, viu seu país ser destruído por uma violenta guerra em que perderam. Foi retirado de lá à força, colocado numa posição, no mínimo, ingrata. Enquanto seus compatriotas, ou estavam mortos ou servindo como escravos braçais ele foi separado para comer da mesa do rei. Rejeitou.  Foi colocado para ser o chefe geral sobre tudo o que era hostil à sua religião, todos os magos e encantadores da Babilônia, serviu em três reinados e jamais abriu mão de seu relacionamento com Javé (YHWH). Custou-lhe uma pernoite forçada no “Lions Palace Hotel” de Babilônia e quase virou comida dos funcionários do mesmo. Envelheceu cheio de visões que perturbavam seus pensamentos e nunca pôde voltar à sua terra natal. Vidinha tranquila!


De tudo isso concluo o seguinte querida irmã:

1-) Cumpra bem as etapas que te forem propostas.

2-) Decida bem, não se abstenha de decidir nunca pois essa, será uma decisão ruim.

3-) Prepare-se para pagar o preço das decisões que tomar. Ele vai ser cobrado. Sendo assim, nunca faça algo do qual venha a se arrepender posteriormente, nunca.

4-) Siga o exemplo desses homens que você mesma citou. Como? Veja a linha mestra que os une e a outras personagens não citadas aqui. Creio que todos eles sentiam e entendiam como José esse princípio básico de vida que foi registrado no Livro dos começos, chamado Gênesis, no capítulo 39 frase 9 parte B. Reproduzo:
“...como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?”

5-) Aqueles homens, não estavam dispostos a pecar contra Deus e se esforçaram, apesar das circunstâncias, a viver inteiramente para a Glória dÊle e ponto final. Creio estar aí o segredo!

6-) Tenho me esforçado para seguir esse princípio, confesso não ser fácil, para que o meu trabalho continue a alcançar jovens como você e outros que transitam pelas famosas arcadas. Parece-me que tenho sido honrado pelo meu Senhor nisso. Agradeço!

7-) Fazendo assim menina, você atingirá, aí sim, uma nova fase. A da maturidade que sempre será requerida mais e mais durante toda sua jornada.


Paz e Bem
Zé Libério


[i] e·ta·pa 
(francês étape)

substantivo feminino
1. Lugar de paragem de um exército em marcha, de um grupo de corredores, ciclistas, etc.
2. Distância de uma destas paragens a outra.
3. Prova .esportiva que consiste em transpor esta distância.
4. Distância percorrida de uma vez. = JORNADA
5. Cada uma das fases de um processo ou de uma .ação. = ESTÁDIO, PERÍODO
6. .Fato extraordinário que domina uma época.
7. Fase de uma doença.

"etapa", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, 
http://www.priberam.pt/DLPO/etapa [consultado em 10-12-2013].


[ii] fa·se
(grego phásis, -eos, aparição de um astro, informação judicial)
substantivo feminino
1. Cada um dos diferentes .aspectos da Lua e de alguns planetas.
2. [Figurado]  Cada uma das modificações que se dão em determinadas coisas.
3. Mudança de .aspecto.
4. [Eletricidade]  Cada uma das correntes alternas que compõem uma corrente polifásica.
5. [Física, Química]  Cada uma das partes .homogêneas de um sistema físico-químico, conforme a coesão das suas moléculas (ex.: fase contínua, fase dispersiva).
Confrontar: face.


"fase", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, 
http://www.priberam.pt/DLPO/fase [consultado em 10-12-2013].

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Apartheid?







Meu pai, seu Gabriel, recebeu em 1967 um convite para ir trabalhar na África do Sul, naquela época, se inteirou da situação  do país e decidiu ficar com a família por aqui em Sampa. 

Eu, em 1979, apesar de ter me saído melhor no teste para o papel em determinada apresentação teatral não pude fazê-lo pois todos, colegas e professores, concordaram com a seguinte frase de alguém na disputa " não seria possível que eu fizesse o personagem pois não era da minha cor de pele". Comentei em casa e ouvi a história de meu  pai e sua justificativa. " Lá, África do Sul, teríamos um tratamento ainda muito pior. Em razão disso, decidi não ir."  

A partir daí, e por conta própria, comecei a estudar para entender o que de fato acontecia no mundo sobre essa questão tão simples e altamente explosiva na sociedade ocidental da segunda metade do século vinte e muita coisa ficou clara, uma delas é a realidade do apartheid em diversos níveis e locais sendo talvez a mais importante a seguinte: não há lugar, no mundo em que eu vivo, a aceitação das pessoas com cútis "branca" para que aqueles que são negros e afins estejam em posições de liderança ou destaque.  A não ser que seja no noticiário policial, ou numa partida de futebol, coisas de somenos. É uma afirmação bem simples e pra lá de fundamentada.

O problema é que não tratamos disso claramente. Camuflamos o assunto, o evitamos, desconversamos e fazemos cara-de-paisagem quando surge a questão. Certamente há exceções, e creio que posso contá-los nos dedos, especialmente no Brasil. 

Já em 1982 foi minha vez de receber o convite, não para trabalhar, mas para passear em África do Sul com uma família amiga como presente de formatura. Confesso que fiquei tentado só para ver a coisa de perto, meus pais nem quiseram discutir o assunto. Não fui  e ainda deixei meus presenteadores muito tristes quando fiz uma pergunta bem simples, "se a gente poderia passear pelas ruas de Johannesburg juntos como fazíamos em nosso bairro, ou eu seria apresentado como acompanhante de estimação ?" A família amiga, de origem grega, foi sem mim. 

Anos depois, já terminando o segundo grau, em uma conversa com uma colega que trabalhava em uma agência de empregos, na verdade ela era a filha do dono, recebi uma informação, no mínimo curiosa, mas impossível de ser provada. Foi assim: " muitas empresas que requisitavam pessoas para as suas vagas disponíveis colocavam, em off, o seguinte requisito: qualquer pessoa desde que, não seja de cor ou afins" e essa moça ainda disse o seguinte quando a questionei sobre ela não tomar uma providência: " se mexermos com isso, vamos à falência." 

Seguindo o pensamento de Tata Madiba, chamado Nelson Mandela, não pretendo aqui a defesa da opressão de um grupo sobre outro, mas sim, a possibilidade de vivermos com dignidade e em condições de igualdade não interessando a cor de pele que ostentamos. 

Nesse momento de aparente consternação popular e, nem tanto, preciso perguntar: Quantos secretários de estado o Estado de São Paulo, maior da nação, tem que são de origem negra? E a prefeitura da maior cidade do país? Creio que só o Netinho e ainda assim porque ele é bom de voto, senão já era. 
Pertenço ao seguimento chamado Evangélico Protestante Histórico e conheço ou, quase desconheço, líderes de influência de origem negra. Será que eles não existem? Será pura coincidência? 

Finalizo afirmando o seguinte: Não adianta ficarmos "faceboookeando" em solidariedade a Madiba se não pararmos de brincar ou, continuarmos a fechar os olhos para o nosso comportamento "apartheitico".

Paz e Bem

Zé Liberio

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ode ao crentês


Esse desabafo é fruto de minhas observações do cenário "evangélico" brasileiro.             



Ode ao crentês

Eu insulto o crentês! O crentês-níquel,

o crentês-crentês!
A digestão mau-feita da igreja!
O crentês-curva! O crentês-nádegas!
O crentês que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um espiritual pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias eclesiais!
Os apóstolos lampiões! os bispos Joões! os líderes
zurros!
que vivem dentro dos “templos” aos pulos;
e exigem sangues de alguns mil-fiéis fracos
para dizerem que os crentes falam o angeliquês
e tocam os “céus” com seus louvores!


Eu insulto o crentês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das revelações!
Fora os que determinam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva de bênçãos
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades eclesiais!
Morte ao crentês-mensal!
ao crentês-campanha! ao crentês uno-mille !
Show da fé! Morte viva aos voluntários!
- Ai, deus, o que tens pra mim nos teus planos?
- Uma casa na praia... – Um milhão e meio!!!!
E os sem fé morrerão de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh religiosidade pasma!
Oh! Purée de batatas espirituais!
Oh! Cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ira aos regulamentos não bíblicos!
Ira aos jejuns musculares! Morte à falsa reverência!
Ira ao bençãocentrismo! Ira aos im-pecáveis!
Ira aos desfalecimentos sem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices eclesiais!
De mãos pro alto! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira unção! Vigia!
Todos para a central-gospel da minha ira inebriante.
Ira e repúdio! Ira e raiva! Ira e mais ira!

Morte ao crentês de joelhos,
fedendo religião e que não respeita a palavra de Deus!
Ira arco-íris! Ira fecunda! Ira cíclica!
Ira fundamentada, sem chavões!
Fora! Fu! Fora o crentês!...


De um cristão invocado (2012) Zé Libério

Ode ao burguês


O texto a seguir em muito me inspirou para o que virá a seguir.


Ode ao burguês

Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! os condes Joões! os duques
zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos;
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os "Printemps" com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o èxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
"–Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
–Um colar... –Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!"

Come! Come-te a ti mesmo, oh gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!

Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burgês!...


De
Paulicéia desvairada (1922) Mário de Andrade

terça-feira, 12 de junho de 2012

Simples mas profundo

Aquilo que é fundamental nem sempre agrada aos ouvidos humanos, incapazes de se sastifazer com respostas simples e diretas sobre temas aparentemente complicados.

Contudo, não devemos confundir simples com simplista.

Muitas vezes, teremos que fazer exercícios muito profundos em conteúdo para podermos tratar de temas complicados de maneira simples.

Grande desafio esse!!

Me fizeram uma pergunta simples sobre um tema profundo e, eu tentei responder.

Veja aew, são cinco minutos.

Se desejar, apreciarei os seus comentários.


Paz e Bem


Zé Libério

Conceitos e Pré-Conceitos

Vivemos um tempo interessante. Nunca se falou tanto em democracia e direitos alheios , etc. E, ao mesmo tempo, me parece que as pessoas se tornam cada dia mais intolerantes com opiniões divergentes das suas.
Podemos falar e nos expressar sobre tudo o que quisermos, desde que, não emitamos nossa opinião sincera a respeito do assunto porque imediatamente alguém dirá que somos preconceituosos.

É bem engraçado como as pessoas confundem conceitos com pré-conceitos. Parece-me não ser mais permitido, hoje em dia, emitir conceitos. Correremos o risco de sermos tachados de fundamentalistas, radicais ou coisas semelhantes.

Participei de um programa de TV e emiti meus conceitos a respeito de um assunto bem interessante, Tatuagens. E foi o que aconteceu na sequência. Descobri, pelas observações dos telespectadores, que sou pré-conceituoso.

Não atendi às suas tele-expectativas.

Se você quiser e puder veja o tal programa aqui. E eu adoraria saber seu comentário, se você achar que deve, é claro.

Paz  e  Bem

Zé Libério

domingo, 25 de setembro de 2011

Misturar tudo, será que é uma boa?


É, parece que não temos opção não!
E o pior, às vezes, misturam pra nós!

Nesse frenesi que, aparentemente, não tem solução nos encontramos nós. Umas vezes nos encontramos, outras nos perdemos, outras nem queremos achar. Logo de manhã, bom dia!

Muita coisa tá rolando, imagino o Rui Barbosa lendo isso, tudo ao mesmo tempo e em todo lugar. São convites, apelos, ordens, desejos, vontades, ações, rotinas, obrigações, reponsabilidades, compromissos. E tem mais, só não vou citar, nós sabemos!!

E tudo vai se misturando perdendo o seus sabores e tons naturais. Ouvimos os conselhos que não deveríamos e desconsideramos os realmente importantes. Ah como somos bons nisso!! Depois, saimos chorando à procura de ajuda para consertar o que não deu certo e, nunca dará se não mudarmos o rumo, decidirmos amadurecer e deixamarmos a obstinação para trás. E essa tarefa é dura! Envolvidos em aspectos que, nem sempre consideramos mas que estão por aí vamos vivendo. Cansados, às vezes, e nem sabemos porque.

Meu caro, minha cara! Não se iluda! Essa maneira de organizarmos as coisas em nossas vidas e sociedade não precisa ser assim. Há coisas muitos boas que podemos e devemos manter mas, há coisas horríveis que podemos e devemos nos desfazer.

Considere hoje comigo o seguinte, essa é a minha proposta:

Viva a sua cidade, seu bairro, sua vila, seu país. Isso é política que, quando traduzida em ações corretas em benefício de nosso povo chama-se cidadania. Não abandone o diálogo. Seja cidadão!

Decifre o seu modo e o dos outros de pensar, sentir e agir. Herdamos isso e nem nos damos conta. Estamos inseridos em um contexto cultural específico e que, se sub-divide em inúmeros outros. Isso é cultura. Pratique a tolerância!

Pense, planeje o seu futuro e leve em conta o mundo que o cerca, sua rede de relacionamentos, pois é lá que você vai passar o restante da sua vida. Cuidado com isso!

Tenha um manual de instruções confiável que é à prova de erro e que pode instruir-te em tudo que de melhor você poderá ser, fazer e ter. Saiba da Boa-notícia, chamada de Evangelho de Jesus o Cristo. Leia isso!

Pratique uma boa vivência comunitária, junte-se aos outros que também estão em processo na jornada. Ria com eles, chore também. Faça parte de uma Igreja!

Zé Libério
Organização Toca do Estudante

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A vida urbana - desafios e facilidades



A urbe, cidade, nos traz o melhor e o pior da natureza humana. Talvez, parafraseando Dickens, é o melhor dos lugares; é o pior dos lugares. Sem dúvidas esse conjunto de pessoas que vive em aglomerações chamadas cidades causa boas e más influências em todos os que nela habitam, não importando se cristãos são, ou não.

A vida se mistura em todas as suas esferas e, sinceramente, não espero aqui conseguir, sequer tentar, separar de alguma maneira “compartimental” a vida em, cristã e não cristã. Creio que seria um exercício desnecessário e improdutivo. Um dos desafios que enfrentamos enquanto seguidores de Jesus, o Cristo, é referente aos relacionamentos superficiais.

Uma das dificuldades que se nos apresentam é que nossa crença e conjunto de valores consiste em uma vivência comunitária, ao mesmo tempo em que a cidade nos empurra para uma experiência cada vez mais individual. É próprio da cidade uma pessoa habitar em meio a uma multidão e ao mesmo tempo ser uma pessoa solitária, sem relacionamentos.

Na cidade nos escondemos dos outros e de nós mesmos, na cidade nos encontramos com outros e, às vezes conosco. Na cidade não precisamos ter uma história de nossa tradição familiar, na cidade podemos construir belas histórias com aqueles que são acrescentados à nossa jornada. Na cidade não há espaço para todos nos melhores lugares, na cidade encontramos lugares aconchegantes na mais extrema periferia. Na cidade criamos os marginais, gente diferenciada que só percebe a parte boa pela vitrine de lojas bonitas ou pelas propagandas de TV, na cidade aprendemos que o que importa ao final do dia é a companhia de pessoas fiéis que nos valorizam pelo o que somos e não pelo o que temos.

Enfim, fomos criados para nos espalhar pelo mundo, dominá-lo, mas decidimos nos ajuntar e criarmos sistemas de dominação, não da natureza, mas sim, de um homem sobre outro homem.
Ao invés de nos tornarmos jardineiros nos tornamos pedreiros, ao invés de plantarmos jardins, construímos muros e paredes.

As cidades estão aí, muita gente para alcançar, as cidades estão aí, muita gente que eu não quero conhecer. Muita gente ansiando por uma amizade aberta e sincera que agregue valor às suas existências pobres, muita gente fechada e desconfiada das intenções de tantos estranhos que as rodeiam.

Creio ser assim desafios e facilidades, depende de como nós os encaramos.

Paz e Bem,
Zé Libério

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Procura-se contadores de histórias



De todas as histórias que iremos contar, ou ouvir, há ainda belas histórias a ser escritas. Histórias de jovens que hão de descobrir a mais bela de todas elas, a história do caso de amor entre um ser onipotente que de nada necessita e, que se chama a si mesmo de “Aquele que é o que é” e, a sua obra prima, o ser humano, que não sabe bem ao certo como chamar-se a si mesmo, mas que necessita de sentido, logo, de tudo necessita.

O grande desafio a esta altura dos acontecimentos reside em contar, contar e recontar essa bela história, chamada história da salvação à nova geração.
A geração jovem atual sabe muita coisa a respeito de todas as coisas. Sabe tudo sobre as novas tecnologias, os últimos avanços das ciências, o último sucesso musical, a última moda. Porém, sabe pouco de si mesma, seu chamado, sua causa, seu propósito. Claro, há exceções!! Mas, são raras. A satisfação que tanto tem procurado através de baladas, festas, viagens, sessões de cinema e passeios nas praças de alimentação se torna novamente tão distante quanto o era antes de cada evento. A satisfação alcançada pelos estudos acadêmicos em mais alto nível logo se torna em dilemas, os mais diversos, sobre a real natureza das motivações que os levaram a cursar tal carreira, chegando alguns, a abandonar tudo.

Diante disso podemos ver as grandes possibilidades que nos apresentam, a oportunidade de contar histórias que inspiram, desafiam, consolam. Histórias como as de José do Egito e Daniel da Babilônia, estadistas bem sucedidos do oriente antigo. Histórias de Débora e Rute mulheres que nunca se sentiram desprezadas por serem simplesmente mulheres, e tantas outras mais.

Nossos jovens tem tido a chance de ter a fonte de todas essas histórias em suas mãos, as podem ler em qualquer momento, em qualquer lugar. Há versões delas para MP3, celulares, em diversos sites da internet, versões Teens, com comentários e sem comentários. Contudo, necessitamos de contadores dessas histórias. Gente que traduza essas histórias para o chão da vida dos jovens, pessoas que tenham as suas próprias histórias que possam inspirar, consolar, desafiar a meninada.

Jovens, moços e moças, de todo o nosso país esperam ouvir, conhecer e ser encantados com a história do desfecho e da atitude definitiva do “Grande Eu Sou” na pessoa de seu filho encarnado, Jesus Cristo. Eles tem sido encantados e tem se deixado encantar por histórias e melodias que os levarão à destruição e ao encarceramento perpétuo, como no caso daquele conto antigo alemão onde, depois de não receber pelo serviço contratado, um flautista com sua roupa colorida, “THE PIED PIPER”, soou sua melodia hipnotizando todas as crianças da Vila de Hamilin levando-as a seguirem-no e as trancando em uma caverna para sempre. Lá não há mais som de crianças pelas ruas desde então. Não queremos isso para os nossos jovens!!

Agradeço pela possibilidade de muitos que conheço serem esses que nos ajudam a contar a melhor de todas as histórias a todos, jovens, velhos e crianças encantando-os com a história de amor da redenção do Criador traduzida no episódio final através da morte e ressurreição de seu filho Jesus o Cristo.

Paz e Bem!!

Zé Libério

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma conversa 30 anos atrasada

Olá amigos!!
Gostaria de oferecer algumas ponderações sobre o vídeo do Pastor Pascoal Piragine.

Esse pronunciamento é interessante, pena estar, no mínimo, 30 anos atrasado. Algumas razões:

1- Na luta contra o aborto, tenho participado dela desde 1982 e nunca vi, sequer ouvi ou li algum livro, pronunciamento de crente algum sobre o tema, exceto um de Cáio Fábio. Estive no Fórum Social Mundial em 2003 em Porto Alegre e participei justamente de um grupo de discussão sobre o tema e, acreditem se quiser, havia eu e mais um cristão evangélico na sala no meio de mais de 30 pessoas. Onde estava o Pascoal ou alguém de grupo que ele diz pertencer?

2 - No mesmo fórum, em outro momento, havia uma discussão sobre igreja e política. Estavam lá pastores cubanos, padres brasileiros e perguntaram se não havia nenhum pastor ou líder evangélico para compor a mesa e conversar sobre o tema, havia mais de 100 pessoas, só eu de "crente" estava lá. Me identifiquei e fui parar na mesa.

3 - Dizer que os homosexuais começaram a fazer o que fazem semana passada é o fim-da-picada, eles tem se articulado há muito tempo e agora tomaram força. Onde estávamos nós que lutamos pela santidade? Discutindo se poderíamos ter ou não bateria na igreja. Fala sério!!

4 - Ainda no sul, fui visitar um grupo de pastores em reunião por lá, e começaram a me chamar pejorativamente de Ativista Político. Agora, porque o presidente da convenção disso ou daquilo, aparece falando que devemos mudar de postura? Todo mundo acha lindo e corajoso? Que coisa!!

5 - Antes que alguém fale, conheço o Pascoal, fiz um curso com ele. Estudei com o irmão dele. Ele é sério e comprometido!! Mas, vir me dizer que eu tenho que prestar muita atenção em quem vou votar pra não votar na iniqüidade. Amigos, voto desde 1986 e, realmente queria saber se o que ele disse, quis dizer que não prestei atenção antes. É ruim, hein? Nunca tercerizei a minha cidadania, talvez alguns o tenham feito.

6 - Será que entendi errado? Estamos em um nível de iniqüidade aceitável e, se esse ou aquele grupo vencer, o nível será elevado a um ponto intolerável? Por enquanto Deus aceita, acima disso a gente vai se lascar? Como é que ele mede isso?

7 - Como disse é uma conversa boa mas, está, em minha opinião, 30 anos atrasada. Não lutamos contra carne e sangue ou contra esse ou aquele partido político, mas sim, contra principados e potestades nas regiões celestes,que juntamente com nossa natureza pecaminosa torna a vida nesse mundo muito complicada e essa briga, já vem desde os tempos imemoriais, não se dará agora nas próximas eleições.

Escrevi demais. Tenho mais o que dizer mas, calarei por hora.

Libério
pastor de uma Comunidade com 20 pessoas.
presidente de nada
pai de família

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Des-conexão

Des - conexão

Assim a gente pode classificar os tempos de hoje!!

A quem você é fiel? Qual o seu grupo? Qual a sua laia? Qual é a sua praia? Você tem uma causa? O que você pensa do futuro?

Perguntas demais, não é? Hehehe.
Entretanto precisam ser respondidas, com a pena de travarmos em nossa caminhada e ficarmos para trás.

É muito barulho, mas precisa ser feito. Causa-nos dores às vezes, mas precisamos senti-las ou não cresceremos como pessoas, não atingiremos o nosso potencial, não nos realizaremos.

Morreremos.

Vivos, seremos como mortos por não aplicar à nossa existência algo que nos leve a um nível superior, mortos de sentido, mortos de propósito. Desconexos!!
Não precisamos viver dessa maneira. Há alternativas!

Aprendi em aulas de Educação Moral e cívica, e você já está pensando qual será minha idade, que “o homem não é uma ilha”, precisa de conexões. Conexões consigo mesmo, senão se tornará um esquizofrênico, conexões com a comunidade ou se tornará um eremita, conexões com o Criador ou se tornará desumano.
Todos os seres humanos precisam estar conectados, ligados, juntos ou morreremos.
Precisamos ajudar outras pessoas a se conectar e isso tem que ser em “banda larga”, alta velocidade, sem a interferência daqueles que querem nos ver isolados.

Nossa proposta para você é: que permita-se conectar.
Conecte-se a novos amigos, conecte-se a algum projeto, conecte-se a você mesmo, conecte-se à melhor conexão que alguém poderia fazer, isto é conecte-se ao Criador e permita que Ele te use como conexão para outros.
Ora, tudo provém de Deus, que nos re-conectou (reconciliou) consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o trabalho (ministério) da re-conexão (reconciliação), ou seja, que Deus estava em Cristo re-conectando (reconciliando) consigo o mundo, não levando em conta as maldades dos homens e seus pecados, e nos confiou a palavra da re-conexão (reconciliação). De maneira que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus falasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se re-conectem (reconciliem) com Deus.” Iª Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 5, frases de 18 -20.

Somos agentes da re-conexão ao viver integramente, desenvolver nossa liderança, entender melhor a cultura brasileira, ampliar a nossa presença no campus e onde pudermos ir, trabalhar em rede, entender e diversidade e defender a unidade, nos responsabilizarmos pela sociedade, olhar além do campus e de nossos limites territoriais, recrutar novos agentes, pensar além do Brasil, demonstrar que fé e razão não são antagônicas, atender os necessitados e saber que nossa missão é integral.

Então responderemos satisfatoriamente às perguntas feitas no início, isto é, seremos fiéis àquele que nos re-conectou, formaremos o grupo dos re-conectados, nossa laia será a daqueles que trabalham pela re-conexão de outros, nossa praia será re-conectar outros, nossa causa será a re-conexão de todos e no futuro, estaremos eternamente com todos aqueles que pelo mundo aceitaram ser conectados, vivendo na presença visível daquele que nos re-conectou, Jesus.

Eis nosso desafio hoje e sempre!!

Agentes em campus e no mundo. Eu, um agente?
Não!! Nós somos os agentes!!

Que o Dono da re-conexão(reconciliação), que nunca “cai”, nos ensine sobre o que é necessário para seguirmos em frente como Ele quer.



Libério

domingo, 4 de maio de 2008

Mochilar


Mochilar

Eu mochilo
Tu mochilas
Ele(a) mochila

Nós mochilamos

Vós mochilais

Eles(as) mochilam
Todos nós nos tornamos mochileiros e até poderemos, eventualmente, fazer um “mochilão”.
Parece que a nossa jornada está apenas começando. A responsabilidade por nossa mochila, já há algum tempo, era nossa. Agora, será toda nossa!! Livros, cadernos, apostilas, trabalhos, água, celular, MP3 e por aí vai.. Se a gente esquecer no “busão” complica; algumas vezes será pesada demais, outras, quase sem nada, bem leve. Mas até terminarmos essa etapa da vida seremos mochileiros.

Contudo, falei sobre a mochila física de lona, de plástico, de vinil, sei lá. Verde, azul, rosa, preta! Do seu gosto sempre, é claro! Agora você pode escolher! E a mochila que ninguém vê, só você? Onde você traz alegria, entusiasmo, sonho, esperança, dor, tristeza, angústia, dúvida. Como encontrar uma maneira de deixá-la sempre equilibrada com o peso certo, se infelizmente não podemos decidir o que colocar lá dentro e as circunstâncias ditam o conteúdo muitas vezes?

Penso que podemos e devemos tentar controlar o conteúdo de nossa mochila escondida, ainda que isso pareça impossível para alguns. Sei que não é tarefa fácil pois não controlamos todas as circunstâncias. Aprendi que mesmo que aparentemente tenhamos o controle do conteúdo, no final parecerá que falta ou sobra algo.

Nosso problema é que a jornada precisa continuar, precisamos avançar e não importa muito aos outros o que temos em nossa mochila oculta, só querem nos ver andando, avançando, produzindo........

Sou mochileiro como você, mas estou na jornada há um pouco mais de tempo talvez. Decidir o que levar na mochila de lona é bem fácil e se começar a atrapalhar podemos nos desfazer dela durante o percurso. Aprendi que é uma luta quase insana, tentar colocar os conteúdos exatamente como queremos em nossa mochila oculta. Uma decisão equivocada aqui e ela se tornará pesada demais, uma escolha infeliz ali e ela pode se tornar algo vergonhoso de se carregar até para nós mesmos.

Como é que eu resolvi isso? Aí está o “pulo-do-gato” não resolvi. Aprendi que não somos obra do acaso. Fomos planejados, fomos feitos direitinho e sem defeitos pra não termos que nos preocupar com a nossa mochila oculta. Mas não acreditamos, achamos que é uma “estoriazinha” pra crianças e afinal somos jovens, adultos, sabemos decidir o que pôr em nossas próprias mochilas. Que ilusão!!

Resolvi meu problema recorrendo ao manual do fabricante de mim e descobri alguns princípios: a) Confiar: “Confie em Deus, o Senhor, e faça o bem e assim more com toda segurança na Terra Prometida” b) Ter prazer: “Que a sua felicidade esteja no Senhor! Ele lhe dará o que o seu coração deseja.” c) Entregar: “Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará”. (Livros dos Salmos, capítulo 37, frases 3, 4 e 5. Bíblia)

Que tal praticar como eu e experimentar carregar uma mochila de conteúdo bem mais legal que nos trará mais prazer na jornada? Deixe o conteúdo da mochila oculta por conta do seu fabricante. Vale a pena!! Você vai ver!

José Libério, um mochileiro como você!!